KAVA

Piper methysticum
A Kava é essencialmente administrada por via oral. Uma vez que as kavalactonas são pouco solúveis em água, a sua absorção no trato gastrointestinal é reduzida e muito variável, sendo, no entanto, rápida devido às suas características lipofílicas [1].
Em estudos efetuados em ratos observou-se que a concentração plasmática máxima de kavalactonas era obtida aos 5 minutos e o tempo de semi-vida era de 30 minutos [4].
Os compostos ativos da Kava parecem ser metabolizados pelo citocromo P450, metabolismo no qual a glutationa apresenta um papel importante, e os seus metabolitos bem como as kavalactonas inalteradas são eliminados na urina e nas fezes [4].
A principal via metabólica para as kavalactonas nos humanos consiste na quebra e hidroxilação do anel da lactona, redução da ligação dupla 7,8 e desmetilação do grupo 4-metoxilo [22-23].
A reação descrita encontra-se representada na figura 9.
Figura 9: Via metabólica proposta para as kavalactonas [22-23].

Farmacocinética
Referências:
[1] Authority, A.N.Z.F. and F.S.A.N. Zealand, Kava: A Human Health Risk Assessment. 2005: Australia New Zealand Food Authority.
[4] Products, C.o.H.M., Assessment report on Piper methysticum G. Forst., rhizoma. 2016.
[22] Fu, S., A. Rowe, and I. Ramzan, Kavalactone metabolism in the isolated perfused rat liver. Phytother Res, 2012. 26(12): p. 1813-6.
[23] WHO, F., Kava: a review of the safety of traditional and recreational beverage consumption. 2016.